A
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL
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Bem sabemos que não seríamos nós
os mais autorizados a falar sobre o assunto "Educação Infantil",
porquanto não somos portadores de nenhum título acadêmico que
abranja o professorado, no entanto, como vamos buscar apoio na farta
bibliografia contida na Doutrina Espírita, à qual sempre
recorreremos, atrevemo-nos a tecer considerações sobre ele.
Temos gravado em nossa mente:
"Eduque a criança para não ter que punir o adulto".
Inicialmente, sabemos que a
criança nada mais é do que um Espírito reencarnado, isto é, um
Espírito inexperiente num corpo infantil, carregando farta bagagem
de acertos e desacertos e que necessita ser educado pelos que aqui o
recebem como educadores, sejam pais e mães ou os responsáveis
diretos pela sua orientação.
É da competência dos responsáveis
pela educação da criança a observação meticulosa do seu
procedimento, de seus primeiros impulsos, de suas reações e
tendências, seus instintos e predisposições, oportunidades para
constatarem o caráter do Espírito que lhe está chegando.
O Espírito vai revelando, desde
cedo, nos dois ou três anos de vida na carne, o seu conteúdo moral,
ético, espiritual trazido do passado, competindo aos pais irem
corrigindo tudo quanto fuja da boa educação, dos bons princípios.
Disseram as Nobres Entidades a
Allan Kardec que, a finalidade do espírito passar pela fase infantil
é a seguinte: "Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o
Espírito, durante esse período (o infantil, lembramos), é mais
acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o
adiantamento para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo"
(1)
É do conhecimento de todos
quantos se interessam pelo estudo mais profundo do Espiritismo que o
Espírito vai somando em seu psiquismo todas as experiências e
vivências anteriores, constituindo-se tais experiências e vivências
em verdadeiro patrimônio espiritual impostergável, e do qual ele,
Espírito, não deixará com facilidade de sofrer acirrada e poderosa
influência, pelo fato de ser o inconsciente, justamente, a região do
psiquismo onde se acham alojadas as vivências que na verdade
normatizam, dirigem a vontade do Espírito, e nem tanto o consciente.
Este passa apenas a obedecer, submisso, o que flui de lá de dentro
do Espírito de forma autoritária, imperiosa. Foi isto, justamente,
que levou Paulo a dizer, peremptoriamente: "Porque não faço o bem
que quero, mas o mal que não quero esse faço. - Ora, se eu faço o
que não quero, já não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho
então esta lei em mim; que, quando quero fazer o bem, o mal está
comigo" (2). O mesmo vai acontecendo conosco, estudantes do Bem, mas
que ainda não lançamos dentro do inconsciente a prática diária, a
vivência normal desse Bem. Muitas vezes o consciente quer, mas o
inconsciente, por ser bem mais forte, prepondera e deixamos de fazer
o que gostaríamos. Paulo ainda diz que, "... com efeito o querer
está em mim, mas não consigo realizar o bem". (3) Considerava-se,
por isso mesmo, assim: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará
do corpo desta morte? (4)
Como percebemos, Paulo tinha essa
sua luta como algo que o conduzia à morte, morte moral, claro, mas
que também pode conduzir à morte do corpo carnal. tudo depende do
que fazemos das lições que recebemos.
A Natureza, sempre operosa e
sábia, proporcionou o choro da criança como uma forma de estimular o
interesse dos pais aos cuidados de que há mister. Caso a criança
manifestasse apenas alegria, na fase em que nem sabe falar,
naturalmente deixariam seus pais sem nenhum tipo de inquietação
quanto às suas necessidades indispensáveis. (5)
Fomos adquirindo mais
conhecimento na medida em que estudamos o livro básico do
Espiritismo, especificamente na parte em que é abordado o tema "A
Infância" (6), quando o Espírito reencarnante, ao retornar à
natureza que lhe é própria, mostra-se tal qual era no passado. Nós,
em verdade, não sabemos o que oculta a inocência das crianças, o que
nos leva a ter por elas afeição, carinho, como se fossem parcelas de
nós mesmos. É desta forma que o amor de mãe é considerado como o
maior que um ser pode dedicar a um outro.
Com o providencial esquecimento
do passado, os pais não sabem quem são seus filhos e o que fizeram,
como também o reencarnante desconhece quem eles, pais, foram no
passado; é como se as vidas fossem livros que estariam sendo
escritos pela vez primeira, na atual reencarnação.
Como a reencarnação tem a
finalidade precípua de aperfeiçoamento do Espírito, a delicadeza da
idade infantil torna o Espírito brando, acessível aos conselhos da
experiência dos que devem fazê-lo progredir. É nesta fase infantil
que os caracteres são mais moldáveis e maiores possibilidades
existem de serem reprimidos os maus pendores. Foi esse o dever
imposto por DEUS aos pais.
Costumamos salientar em nossas
palestras sobre educação dos filhos, que DEUS divide com os pais
terrenos a Sua Paternidade Divina, esperando tão somente que façamos
a nossa parte que ELE fará a dELE, e por uma razão muito simples:
'ELE é o autêntico PAI, e nós não. Somos "pais de aluguel", por isso
mesmo temporários, incumbidos de prestarmos a nossa modesta
colaboração na obra da criação e educação dos filhos de DEUS. E
aditamos: se fizermos a nossa parte, DEUS fará a dELE. Caso não
cumpramos com a nossa obrigação, seremos responsabilizados e
responderemos carmicamente pela nossa negligência, sofrendo o que
fizermos sofrer.
Em vista do que estamos
apreciando, fácil é deduzirmos que, o Espírito, ao animar um corpo
infantil, pode ser mais adulto, mais evoluído do que os seus pais,
caso tenha progredido anteriormente em vidas passadas.
Emmanuel, Venerável Mentor de
Chico Xavier, afirma que até os sete anos o Espírito ainda se
encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete
no mundo, inexistindo uma integração perfeita entre ele e a matéria
orgânica (7). Recorda mais vivamente o mundo que deixou para trás,
tornando-se, deste modo, mais suscetível de renovar o caráter e
moldar novos caminhos existenciais. Resulta daí ser a vida no lar
uma experiência muito importante para edificar o homem, sendo também
muito profunda a missão da mulher perante as leis divinas, aditou o
Venerável Espírito.
As melhores energias paternais e
maternais devem ser desenvolvidas, no sentido de canalizar para seus
descendentes diretos um modelo de educação que integre o
reencarnante num digno padrão moral de vida. Ainda é, pois, o lar a
melhor escola onde a criatura deve receber as bases do sentimento e
do caráter.
Não sendo oferecida a educação no
lar, só mesmo o processo violento das provas rudes, no mundo, poderá
renovar o pensamento e o modo de ser da criatura recém-chegada para
uma nova vida.
Emmanuel não se mostrava muito
favorável, pelo menos na época em que ditou pelo Chico Xavier o
livro em apreciação, quanto à instalação da educação sexual nas
escolas, (8) alegando que os professores não sentiam (ainda) nos
discípulos os filhos reais dos seus corações. Eles estão muito
aferrados aos problemas salariais, tabelas administrativas, auxílios
oficiais, situações de evidência no magistério, fixados nas
promoções, etc. Desconhecemos se hoje Ele continua pensando do mesmo
jeito, tendo em vista que já se cogita este tipo de ensino
compartilhado pelos pais e professores nos estabelecimentos de
ensino. Claro, acentua o Venerável Espírito, que há as exceções no
quadro daqueles professores que querem apenas instruir o intelecto,
sem saberem iluminar os corações de seus alunos. Aconselha que a
tarefa de educação sexual dos filhos seja atribuída aos pais, até
que o planeta possua as verdadeiras escolas de JESUS, onde a mulher
cumprirá seu sagrado ministério de mãe e o pai será um centro de
paternal amor.
Considera Emmanuel que as escolas
podem renovar seus métodos pedagógicos de ensino visando melhor
atender aos alunos, mas que é o lar a escola educativa por
excelência, porque nele deve estar instalado o culto do Evangelho
que se constitui numa fonte de renovação moral/espiritual, levando
em consideração que surge a oportunidade de mostrar às crianças e
jovens o único e inigualável modelo de vida - JESUS.
Sobre o problema dos pais
espíritas forçarem ou não os seus filhos a seguirem suas orientações
religiosas espiritistas, vale a pena lembrarmos palavras de Divaldo
Pereira Franco inseridas num livro (9): "Temos ouvido alguns
confrades afirmarem: Eu não forço os meus filhos para a
evangelização espírita, porque sou muito liberal. Ao que poderia
acrescentar: "Porque não tenho força moral". Se o filho está doente,
ele o força a tomar remédios; se o filho não quer ir à escola, ele o
força. Isto porque acredita no remédio e na educação. Mas não crê na
religião que abraçou, quando afirma: "Vou deixá-lo crescer, e depois
ele escolherá". "Para mim" - acrescentou Divaldo - "representa o
mesmo que o deixar contaminar-se pelo tétano ou outra enfermidade,
para depois aplicar o remédio". Deu outro exemplo, isto é, quando
frente a um tuberculoso, falar-lhe: "Você deve cuidar da higiene, de
sua alimentação e de sua saúde". Divaldo, em nosso entender, quis
mostrar que o comportamento desses pais obedece o seguinte critério:
"Fechar a porta depois dela ser arrombada".
Prosseguindo, o grande tribuno
espírita quis mostrar resumindo, que os pais dão a melhor
alimentação, o melhor vestuário, o melhor colégio dentro de suas
possibilidades, mas na hora de dar a melhor religião, eles se
acomodam, amedrontam-se. Aos pais é incumbido o dever de oferecer
aos filhos o que há de melhor, cabendo aos filhos, ao se tornarem
adultos, fazerem, aí sim, as suas opções de ordem religiosa.
Necessário é motivar os filhos, enquanto crianças, através dos
exemplos em casa, que o Espiritismo é, sem dúvida, a mais indicada
de todas as religiões, imprimindo em si mesmos todo o comportamento
espírita. Uns obrigam os filhos a irem à evangelização; todavia, em
casa, não mantém uma atitude espírita. O exemplo dos pais espíritas
em casa tem efeito altamente convincente.
Há pais que reclamam do horário,
muito embora Divaldo tenha perguntado qual a melhor hora para a
evangelização sem ser domingo de manhã. Divaldo interroga um desses
pais que não têm hora para levar os filhos à evangelização: "Que
hora é melhor?" Outra hora - respondeu. Divaldo insiste: "Mas qual?"
Volveram a perguntar: O que é que é que você acha? Divaldo retrucou:
"Eu não acho nada, porque eu não tenho filho, você é que tem". Mas
não poderia ser em outra hora - voltou o pai à carga: Contesta
Divaldo: "Depende de você achar a hora, porque, durante os dias da
semana as crianças não podem porque estão estudando; no sábado, à
tarde, o evangelizador tem que arrumar a casa, cuidar das compras,
etc. Domingo, à tarde, os pais não podem porque as crianças têm as
festinhas de aniversário, as matinezinhas, isso e aquilo; de noite
não convém, porque criança não pode dormir tarde. Domingo de manhã -
continua o pai desavisado - nem sonhar, porque a Bahia foi feita por
DEUS com tantas praias e mulheres bonitas para serem desfrutadas.
Para que praia, então, se o baiano não pode ir? Domingo queremos ir
à praia, Sr. Divaldo". Em vista desses argumentos, Divaldo responde
que a evangelização não era, absolutamente, o problema, muito pelo
contrário, era a solução para todos os problemas do ser humano. E
aditou que as pessoas que pensavam assim, não eram espíritas, que
elas não querem é perder a praia, alegando que os filhos precisam
tomar sol e banho de mar. Por fim, Divaldo acrescentou: "Percam umas
praiazinhas mas salvem os seus filhos. Hoje vocês os levam à praia,
mas depois, invariavelmente, ficarão chorando e perguntando a DEUS
por quê o filho cometeu tamanho deslize?"
O remorso pode bater no interior
desses pais e, naturalmente, frente às suas próprias negligências,
haverão de perguntar sem obter a resposta desejada: "Por quê Senhor,
o meu filho cometeu tal delito? Eu o fiz nascer com as feições do
menino JESUS, e agora o vejo com o rosto de Judas de Kerioth".
Que seja, pois, uma preocupação
permanente, nas mentes paternais e maternais espíritas,
principalmente, a evangelização de seus filhos, evitando mais tarde
que eles descambem para toda sorte de vícios e paixões próprias do
momento que nossas crianças atravessam, e cujas conseqüências são
terrivelmente dolorosas.
(1) O Livro dos
Espíritos, pergunta 383, edição FEB.
(2) Epístola de Paulo aos Romanos, cap. 7:19/21 (3) id ibidem versículo 18. (4) id ibidem versículo 24 (5) O Livro dos Espíritos, perg. 384 (6) O Livro dos Espíritos, Parte 2ª cap. VII (7) Livro O Consolador, edição da FEB, perg. 109 (8) id ibidem, perg. 110 (9) Livro "Diálogo", da USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo) Pág. 68. ADÉSIO ALVES MACHADO Escritor, Orador e Radialista. Autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor; Diálogo com Deus - Preces de MEIMEI e Verdades que o tempo não apaga, lançado recentemente. Para adquiri-los ligue: (22) 2555-4753 ou (22) 2555-1580 E-MAIL: adeleila@brasilvision.com.br ENDEREÇO: Rua Roque de Oliveira Cardoso, 74 - Térreo CEP.: 28500-000 - CANTAGALO - RJ
FONTE:http://www.ger.org.br/a_importancia_educacao_infantil.htm
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Espaço destinado aos voluntários, jovens, crianças, pais e demais amigos da Educação Espírita Infantil do Centro Espírita Amor e Caridade - Bauru SP
ATIVIDADES
DOMINGO: Das 09h às 10h e 30 min.
SEGUNDA FEIRA: Das 20h às 21h e 30 min
QUARTA FEIRA: Das 20h às 21h e 30 min
SEXTA-FEIRA: Das 20h às 21h e 30 min
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA
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