Espaço destinado aos voluntários, jovens, crianças, pais e demais amigos da Educação Espírita Infantil do Centro Espírita Amor e Caridade - Bauru SP
ATIVIDADES
DOMINGO: Das 09h às 10h e 30 min.
SEGUNDA FEIRA: Das 20h às 21h e 30 min
QUARTA FEIRA: Das 20h às 21h e 30 min
SEXTA-FEIRA: Das 20h às 21h e 30 min
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
EDUCAÇÃO ESPÍRITA
INFANTIL
PROGRAMAÇÃO FIM DE ANO
DIA 07/DEZ/2014 –
DOMINGO – 09 HORAS – SALA 29
REUNIÃO COM TODOS OS PAIS, (DE TODOS OS DIAS DA SEMANA), SOBRE MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO ESPÍRITA INFANTIL
PARA 2015
DIA 14/DEZ/2014 –
DOMINGO – 09 HORAS – ESTACIONAMENTO DO CEAC
ENCERRAMENTO DO ANO - ATIVIDADE COM TODOS OS EDUCADORES, PAIS,
RESPONSÁVEIS E CRIANÇAS, (DE TODOS OS DIAS DE SEMANA) - “SALADA DE FRUTA” – HAVERÁ UM TEMPO / ESPAÇO PARA CADA, QUE DESEJAR, SOLTAR SEU TALENTO INTERNO
RETORNO DAS ATIVIDADES
EM 2015
A PARTIR DE 01 /
FEVEREIRO / 2015
sexta-feira, 27 de junho de 2014
TEMA DO ESTUDO DO PRÓXIMO ENCONTRO
Educação Moral
O que é Educação
Educação é toda influência exercida por um Espírito sobre outro, no sentido de despertar um processo de evolução. Essa influência leva o educando a promover autonomamente o seu aprendizado moral e intelectual. Trata-se de um processo sem qualquer forma de coação, pois o educador apela para a vontade do educando e conquista-lhe a adesão voluntária para uma ação de aperfeiçoamento.
Educar é pois elevar, estimular a busca da perfeição, despertar a consciência, facilitar o progresso integral do ser. O processo educativo é sempre uma relação de indivíduo para indivíduo. E isso por dois motivos: primeiro porque uma individualidade só se reconhece como individualidade e progride como tal, quando é reconhecida e posta em contato com outra. Segundo, porque só ocorre influência positiva não-violenta através do amor e o amor só se dá entre dois seres. Um educador pode amar muitos educandos, mas com cada um deve estabelecer uma relação individual. Amamos indivíduos e não massas ou grupos. Amar alguém é conhece-lo profundamente, é interessar-se pela sua felicidade e pelo seu progresso. Por isso, o amor verdadeiro é sempre educativo e a Educação verdadeira é sempre um ato de amor. O amor não é um apetrecho, um aspecto da Educação. A relação entre amor e Educação é intrínseca, indissociável. Essa relação educativa pode se dar em qualquer relação humana. Não ocorre apenas entre o adulto e a criança. Pode até ser invertida: uma criança pode educar um adulto, na medida em que, sendo um Espírito mais evoluído, produza uma influência benéfica sobre ele. Um verdadeiro líder religioso ou um político é um educador, quando provoca uma transformação positiva em seus seguidores. Um amigo mais consciente espiritualmente pode educar outro amigo. Uma esposa educa um marido e vice-versa. Todas as vezes em que um ser humano desperta algum bem no outro se dá um ato de Educação – tenham disso consciência ou não. Qualquer processo que se afasta disso não é Educação, é simplesmente alguma forma de domínio, de patologia ou e prejuízo para aquele que o recebe. Devemos, pois, reconhecer que muito do que se tem praticado ao longo dos séculos, com o nome de Educação, não é digno desse conceito. O autoritarismo, a tentativa de moldar o outro à nossa imagem e semelhança ou nos parâmetros de alguma moldura social, as influências deformadoras de um ambiente vicioso, o domínio violento de um ser humano sobre outro, o abuso da força física, a imposição pela malícia da chantagem – todas essas relações, tão comuns entre adultos e crianças e entre os próprios adultos, não podem ser de forma alguma classificadas de educativas.
A Educação Moral
Quando se fala em prática da Educação, muitos esperam uma receita pronta, um manual infalível, que basta aplicar mecanicamente para se obter um produto satisfatório. Mas a Educação, como já vimos, é muito mais uma influência ampla e profunda de Espírito a Espírito, do que a adoção de regras específicas, que possam ser prescritas [...]. O bem tem um vetor inicial, alguns princípios orientadores, que permitem uma variedade infinita de manifestações. A criatividade de cada um, a vida, as circunstâncias pessoais, históricas, sociais; as necessidades evolutivas do momento – tudo isso dá à sua prática uma vastíssima gama de concretização.
[...]
A Moral não é um segmento estanque da vida do Espírito, mas faz parte de seu pensamento e a ção. Da mesma forma, na Educação, o despertar de valores morais não pode acontecer de maneira isolada, mas deve brotar em todos os momentos do processo educativo. O próprio sentido da Educação é este: o de tornar o ser consciente das potencialidades divinas que estão dormentes em seu íntimo, o de fazer desabrochar suas virtudes latentes, seu impulso para a transcendência.
[...]
Para melhor compreendermos os métodos possíveis de Educação moral, é preciso ter em mente que o ato moral é um ato de liberdade. Ninguém age moralmente sob coação. Nem o medo, nem o desejo de recompensa são coadjuvantes da verdadeira moralidade.
[...]
A Educação moral, portanto, é o despertar de uma consciência, apoiada numa compreensão da vida e fundamentada na vontade livre do indivíduo. Uma pessoa verdadeiramente moralizada é aquela que age voluntariamente no bem, sem qualquer coerção interna ou externa. Sabe o que é o bem, escolhe-o, persiste nessa escolha, independente das circunstâncias externas. Conseguir essa adesão livre da vontade para a prática do bem – eis o desafio e o dever da Educação moral.
Métodos
Todos temos ao mesmo tempo as sementes divinas, depositadas e dormentes em nossa consciência, e as tendências negativas trazidas do passado. A criança, como vimos, está num período em que justamente essas tendências estão adormecidas e a divindade essencial está mais acessível. A Educação moral deve se preocupar muito mais em tocar essa divindade, em fazer os sentimentos morais ativos, tocando-os e acordando-os do que em reprimir as más tendências. Despertado o anseio e o gosto pelo bem, o segundo passo é fortalecer a vontade, para que o indivíduo tenha forças de permanecer no bom caminho e lutar contra os obstáculos internos e externos que se lhe opõem. A Educação deve chamar sua atenção para as próprias fraquezas e problemas, pode ajuda-lo a supera-los. Mas o esforço interno lhe pertence. Cada qual é soberano dentro de si.
[...]
Para acordar os valores positivos, só podem ser usados meios positivos. Enumeramos os seguintes:
• O contágio moral. Tanto virtudes como vícios, tanto o bem quanto o mal se transmitem principalmente pelo contágio, pela emanação fluídica, pela exemplificação [...] O ambiente que cerca a criança, o adolescente e o jovem, o engajamento sincero dos educadores na própria evolução moral, a elevação dos estímulos que recebe, eis a fonte principal de Educação moral. O teor das conversas que escuta, a maneira como os adultos à sua volta se relacionam, os valores que familiares cultiva na vida pessoal – tudo isso será determinante na Educação moral do indivíduo [...] E é claro que não podemos esperar perfeição moral dos educadores, mas pelo menos um engajamento sincero no bem. Assumir as próprias fraquezas e limitações também é um bom contágio na arte da humildade e no esforço genuíno de acertar.
• A prática moral. A melhor maneira de se aprender é agindo. Assim, na medida do possível, os educadores devem proporcionar oportunidades de boas ações, estimulando os educandos, sem arrancar-lhes a iniciativa. Convida-los sem coação, a participar, na medida de suas forças e capacidades, em trabalhos e ajuda ao próximo, em que os adultos estejam engajados; incentivar a cooperação entre eles; aproveitar as situações cotidianas, mesmo de conflitos e problemas, para estacar a beleza de virtudes, como a justiça, o perdão, a fraternidade.
• O amor. Se o amor é uma das finalidades da Educação moral, também é o seu recurso principal. Só o amor tem o cordão capaz de tocar a divindade essencial do Espírito. Entenda-se aqui o amor em seu sentido mais profundo e sublime. Muita gente confunde amor com egoísmo, ao projetar no outro a satisfação de suas próprias necessidades afetivas ou de seu orgulho e vaidade. Outros entendem o amor como servidão, nos mínimos caprichos, ao ser amado. O amor verdadeiro é aquele que, acima de tudo, deseja o crescimento espiritual do ser amado e se devota, se sacrifica até por esse progresso. Esse amor, portanto, sabe destacar a melhor parte do educando e cultiva-la com carinho e paciência, sem ignorar suas tendências negativas – tentando igualmente transforma-las, sem violência, e sem desrespeito pela sua dignidade.
• O diálogo. O amor sustenta o vínculo de confiança recíproca e diálogo sincero entre os seres humanos – condição essencial do processo educativo. O diálogo não é algo que se possa improvisar repentinamente entre pessoas que convivem sob o mesmo teto. Ele é sempre fruto de um longo cultivo e brota de uma relação de confiança. Na Educação, deve começar a ser cuidado desde a primeira infância, nas mínimas ocasiões da vida diária [...] A condição básica para o diálogo é a compreensão, derivada do amor. A intolerância e o autoritarismo num extremo e a indiferença no outro, lhe são as maiores barreiras. Quando temos punições, ironias, acusações, explosões de raiva, gritarias ou quando sabemos que a resposta será a frieza e o tantofaz, evitamos qualquer relação profunda, porque já sabemos de antemão que não haverá diálogo, mas monólogo.
Fonte: INCONTRI, Dora. A Educação Segundo o Espiritismo. Bragança Paulista, Ed. Comenius, dezembro de 2012. A autora é jornalista, mestre, doutora e pós-doutora em Educação pela USP.
sábado, 26 de abril de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Link para cadastro dos educandos
É só clicar no link ou copiar e colar em seu navegador
Melhor acesso no Mozilla ou Chrome
https://docs.google.com/forms/ d/ 1U6Pz7MSWj5mE6yKzW8UbGx5j2LnOR JTolrwBvBXzzQE/viewform
Melhor acesso no Mozilla ou Chrome
https://docs.google.com/forms/
domingo, 9 de março de 2014
Querido (a) evangelizador(a), a evangelização* em sua Casa Espírita tem
Fonte: Equipe Site de Evangelização G. E.
Seara do Mestre
Você já
se perguntou se a evangelização de sua Casa Espírita tem "OBEDIA"?
Esse é um fator fundamental para todas as Casas Espíritas para que cumpram com os seus propósitos e compromissos. Se, na Evangelização que você participa não tem "OBEDIA", porque isso ocorre? Como fazer para que ela tenha? Qual o seu papel neste projeto?
Esse é um fator fundamental para todas as Casas Espíritas para que cumpram com os seus propósitos e compromissos. Se, na Evangelização que você participa não tem "OBEDIA", porque isso ocorre? Como fazer para que ela tenha? Qual o seu papel neste projeto?
Mas
afinal o que é OBEDIA?
Certa vez, em um encontro de evangelizadores
da infância, a coordenadora perguntou
por escrito, se na atividade que eles estavam programando para as crianças
estava inserida a preocupação de ter "OBEDIA". Alguns ficaram
preocupados com a sanidade da coordenadora, afinal na Doutrina Espírita não tem
rituais, nem apetrechos ou palavras cabalísticas nos seus princípios. Após a inquietação
de todos, ela os acalmou dizendo:
*- Não é
nada disso que vocês estão pensando... OBEDIA não é nenhum ritual, nem amuleto,
mas, sim uma preocupação que todos devem ter quando estão preparando o encontro
com as crianças: vocês procuram estimular eles para que tenham o seguinte
pensamento? - Obaedia de evangelização! Somente assim, pensando no entusiasmo e
na vontade deles em vir ao Grupo Espírita é que conseguiremos fazer uma
atividade prazerosa levando a mensagem do Cristo à luz da Doutrina Espírita com
a mesma alegria com que o Codificador a nos entregou.*
Assim, o
evangelizador da juventude deve trabalhar para que o jovem também pense:
*Obaedia de encontro dos jovens!* Quem planeja o estudo com os adultos: *Oba! É
dia de estudos no Centro!* O palestrante e toda equipe de recepção devem fazer
com que o público em geral sinta estimulado: *Oba! É dia de palestra na Casa
Espírita!*
Quando
Allan Kardec asseverou que: *O Espiritismo está no ar; espalha-se pela força
das coisas, porque torna feliz os que o professam¹*, é porque a verdadeira
felicidade está em fazer o bem, consolar corações aflitos, acalmar os
desesperados, esclarecer os que ainda não O conhecem. Fazer isso proporciona a
felicidade; transmitir essa felicidade no trabalho da Seara de Jesus é compromisso
de todos.
¹KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Trad. Evandro
Nolleto Bezerra. Rio de Janeiro:FEB. 2008. item 30.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
1º Encontro com pais 2013
Bauru, 03/04/2013
Srs. Pais e/ou responsáveisNós, educadores voluntários do CEAC, tentamos despertar em seus filhos, os valores expressos e conhecimentos da Doutrina Espírita, mas a verdadeira educação quem faz e a família, através não só de palavras e leituras, mas essencialmente com exemplos.
Os encontros obedeceram os seguintes critérios:
Crianças que frequentam a E.E.I. - Educação Espirita Infantil:
Aos Domingos - encontro dia 14 de abril às 09h.
Aos Segunda - encontro dia 15 de abril às 20h.
Aos Quarta - encontro dia 17 de abril às 20h.
Aos Sexta - encontro dia 19 de abril às 20h.
As atividades para as crianças não serão suspensas.
Contamos om sua presença
Equipe EEI - CEAC
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Vencendo a depressão
Escrito por Wlademir Lisso
A Organização Mundial de Saúde alerta que, até o ano de 2020, a depressão se transformará na segunda doença que mais vidas roubará no nosso planeta, perdendo apenas para doenças cardíacas, que continuará sendo a primeira doença. Segundo a mesma Organização Mundial de Saúde, no mundo, já em 2005, apontava-se a existência de 121 milhões de pessoas com depressão. No Brasil, pesquisa realizada em 2001 já revelava um número de 17 milhões de brasileiros deprimidos. Na nossa experiência de longos anos no atendimento a pessoas com depressão grave, em trabalhos espirituais e de apoio, observamos nos últimos anos não somente um crescimento no número de casos como, também e – infelizmente – os casos que se apresentam cada vez mais graves afetando um grande número de adolescentes e jovens entre 15 e 30 anos.
Muitos pais vivem, presentemente, o drama de terem filhos adolescentes e jovens com depressão grave, mas que na grande maioria dos casos – quando tratados adequadamente com as alternativas que examinaremos adiante – existe a recuperação, inclusive com suspensão de medicação.
Consideramos a assistência espiritual em trabalhos especializados fundamental na recuperação, em combinação com outras terapias – entre elas, medicamentos com diagnóstico e acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia, exercícios físicos, alimentação saudável – tendo em vista até a própria afirmação de especialistas que, diante da dificuldade de estabelecer no organismo a causa primária da depressão, afirmam ser “uma doença da alma”.
Sabemos que a depressão afeta o organismo, trazendo, inclusive, sintomas físicos ao lado dos mais conhecidos – os emocionais. Efeitos orgânicos como o fluxo de neurotransmissores responsáveis por sensações de bem-estar e prazer – como a serotonina e a noradrenalina e outros – são observados nas pessoas com depressão. Entretanto na visão espírita, os efeitos da depressão no organismo têm como causa o espírito, e na sua base, o plano do sentir, que forma o conjunto de sentimentos positivos e negativos que caracterizam – na sua manifestação – o que podemos designar de consciência.
Os sentimentos determinam a qualidade dos pensamentos, que impregnados de emoções condizentes com sua qualidade específica, transitam pelo cérebro afetando várias regiões quando se intensificam as exteriorizações dos sentimentos negativos no nosso campo mental.
Pela razão citada – que identifica a causa primária da depressão no espírito – entendemos que as terapias que visam equilibrar o metabolismo do cérebro e do organismo em geral e aquelas que visam levar equilíbrio ao comportamento necessitam da educação do “plano do sentir”, transformando sentimentos negativos em positivos, e se tal não for possível de imediato, o desenvolvimento de um autocontrole pela utilização da força espiritual, que vem do equilíbrio, para controlar os sentimentos negativos, visando fazer com que prevaleçam os sentimentos positivos.
A assistência espiritual especializada inclui não somente os passes e a desobsessão, mas também e principalmente palestras especializadas sobre temas relacionados com a depressão, juntamente com o Evangelho e a doutrina espírita, além da interação com as pessoas assistidas para orientação e esclarecimento de dúvidas. Se a causa não for adequadamente tratada, existirão dificuldades na recuperação e maior possibilidade de novas crises de depressão após a recuperação.
Lembramos também a importância do esclarecimento às pessoas deprimidas, familiares, amigos e responsáveis por orientação em casas espíritas, tendo em vista que o conhecimento afasta o medo do “desconhecido”, facilitando o apoio às pessoas com depressão e o desenvolvimento de um esforço pessoal do enfermo dentro dos limites que permite a depressão, visando, através das forças interiores, a liberação do processo de auto-cura, que é inerente aos organismos vivos e ao próprio espírito, gerado pela lei da conservação.
A minha experiência com a depressão e distúrbios mentais correlatos decorre da vivência de tais distúrbios em várias fases da minha vida, quando os antidepressivos ainda não estavam disponíveis. A falta de medicamentos específicos levou ao desenvolvimento de várias técnicas e procedimentos para aliviar os sintomas, principalmente nos momentos de crises agudas – fase em que os sintomas se tornam mais dolorosos.
Em abril de 2004, lancei a obra Reflexões sobre a Depressão, contendo catorze temas básicos que considerei essenciais, não somente para a melhora, como também para a recuperação das pessoas com depressão grave. Com base nessa obra, elaborei o projeto de uma assistência espiritual para atendimento de pessoas com depressão grave, implantado inicialmente na Federação Espírita do Estado de São Paulo e posteriormente em casas espíritas no Brasil e nos EUA.
A assistência espiritual que foi implantada na Federação Espírita do Estado de São Paulo tem sido um grande recurso para a recuperação de pessoas com depressão grave e vem atendendo, com sucesso, a um grande número de pessoas. Essa assistência está à disposição dos centros que desejarem conhecê-la, para considerar a sua adoção. Veja no final desta matéria o contato do autor.
A assistência espiritual, atualmente, está sendo aprimorada com procedimentos e técnicas novas visando acelerar o processo de recuperação. Na nossa experiência, observamos uma recuperação mais rápida no início da implantação do trabalho, com atendimento em grupos menores – no máximo de 40 a 50 pessoas – com técnicas específicas desenvolvidas por mim na apresentação dos temas, com filmes e recursos especiais de comunicação e experiência com a depressão e com pessoas deprimidas.
O crescimento dos trabalhos exige a utilização de colaboradores em grande número, cuja experiência mais limitada diminui a eficácia do trabalho aumentando o citado período de recuperação. O maior número de pessoas atendidas em cada grupo também dificulta a interação necessária, diminuindo a eficácia do trabalho.
Entretanto cumpre destacar que a assistência espiritual é sempre eficaz, ainda que não especializada – como tivemos oportunidade de constatar nas várias visitas às casas espíritas para palestras, cursos e eventos, onde encontrei pessoas com depressão grave obtendo melhoras mesmo nos trabalhos tradicionais.
No livro Temas atuais na visão espírita – vol. 1– também de minha autoria – os interessados podem encontrar informações importantes para o conteúdo de palestras e conhecimento do assunto para entrevistas e orientações nas casas espíritas.
A assistência espiritual que se realiza há quase quatro anos, juntamente com a elaboração das obras citadas, mais as minhas viagens ao exterior – em especial aos EUA, onde implantei, com o grupo local, o mesmo trabalho citado anteriormente, e as entrevistas com psicólogos e psiquiatras complementam a minha experiência sobre o assunto.
Em 2008, sentindo a necessidade de direcionar a orientação para aspectos práticos da depressão, lançamos o cd e o livro Vencendo a Depressão, elaborados com o objetivo de proporcionar às pessoas que vivenciam nesta fase da suas vidas a depressão grave um método de relaxamento e meditação que possa favorecer a recuperação e, durante a depressão, a superação das crises.
O cd oferece um exercício de relaxamento e uma meditação, elaborados a partir dos métodos que são adotados em vários exercícios semelhantes, mas que na prática verifiquei serem eficientes para reduzir os sintomas da depressão, diminuir e superar as crises agudas com maior facilidade e ajudar na recuperação. Incluí, para enfrentar as crises agudas, uma série de sugestões que podem ser ouvidas e utilizadas pelo deprimido para ajudá-lo a suportar os efeitos dolorosos da depressão.
Integra ainda a obra as recomendações gerais que foram desenvolvidas a partir da prática pessoal com deprimidos nos últimos quatro anos, do atendimento em trabalho espiritual especializado e também com base nos meus dois livros.
A Organização Mundial de Saúde alerta que, até o ano de 2020, a depressão se transformará na segunda doença que mais vidas roubará no nosso planeta, perdendo apenas para doenças cardíacas, que continuará sendo a primeira doença. Segundo a mesma Organização Mundial de Saúde, no mundo, já em 2005, apontava-se a existência de 121 milhões de pessoas com depressão. No Brasil, pesquisa realizada em 2001 já revelava um número de 17 milhões de brasileiros deprimidos. Na nossa experiência de longos anos no atendimento a pessoas com depressão grave, em trabalhos espirituais e de apoio, observamos nos últimos anos não somente um crescimento no número de casos como, também e – infelizmente – os casos que se apresentam cada vez mais graves afetando um grande número de adolescentes e jovens entre 15 e 30 anos.
Muitos pais vivem, presentemente, o drama de terem filhos adolescentes e jovens com depressão grave, mas que na grande maioria dos casos – quando tratados adequadamente com as alternativas que examinaremos adiante – existe a recuperação, inclusive com suspensão de medicação.
Consideramos a assistência espiritual em trabalhos especializados fundamental na recuperação, em combinação com outras terapias – entre elas, medicamentos com diagnóstico e acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia, exercícios físicos, alimentação saudável – tendo em vista até a própria afirmação de especialistas que, diante da dificuldade de estabelecer no organismo a causa primária da depressão, afirmam ser “uma doença da alma”.
Sabemos que a depressão afeta o organismo, trazendo, inclusive, sintomas físicos ao lado dos mais conhecidos – os emocionais. Efeitos orgânicos como o fluxo de neurotransmissores responsáveis por sensações de bem-estar e prazer – como a serotonina e a noradrenalina e outros – são observados nas pessoas com depressão. Entretanto na visão espírita, os efeitos da depressão no organismo têm como causa o espírito, e na sua base, o plano do sentir, que forma o conjunto de sentimentos positivos e negativos que caracterizam – na sua manifestação – o que podemos designar de consciência.
Os sentimentos determinam a qualidade dos pensamentos, que impregnados de emoções condizentes com sua qualidade específica, transitam pelo cérebro afetando várias regiões quando se intensificam as exteriorizações dos sentimentos negativos no nosso campo mental.
Pela razão citada – que identifica a causa primária da depressão no espírito – entendemos que as terapias que visam equilibrar o metabolismo do cérebro e do organismo em geral e aquelas que visam levar equilíbrio ao comportamento necessitam da educação do “plano do sentir”, transformando sentimentos negativos em positivos, e se tal não for possível de imediato, o desenvolvimento de um autocontrole pela utilização da força espiritual, que vem do equilíbrio, para controlar os sentimentos negativos, visando fazer com que prevaleçam os sentimentos positivos.
A assistência espiritual especializada inclui não somente os passes e a desobsessão, mas também e principalmente palestras especializadas sobre temas relacionados com a depressão, juntamente com o Evangelho e a doutrina espírita, além da interação com as pessoas assistidas para orientação e esclarecimento de dúvidas. Se a causa não for adequadamente tratada, existirão dificuldades na recuperação e maior possibilidade de novas crises de depressão após a recuperação.
Lembramos também a importância do esclarecimento às pessoas deprimidas, familiares, amigos e responsáveis por orientação em casas espíritas, tendo em vista que o conhecimento afasta o medo do “desconhecido”, facilitando o apoio às pessoas com depressão e o desenvolvimento de um esforço pessoal do enfermo dentro dos limites que permite a depressão, visando, através das forças interiores, a liberação do processo de auto-cura, que é inerente aos organismos vivos e ao próprio espírito, gerado pela lei da conservação.
A minha experiência com a depressão e distúrbios mentais correlatos decorre da vivência de tais distúrbios em várias fases da minha vida, quando os antidepressivos ainda não estavam disponíveis. A falta de medicamentos específicos levou ao desenvolvimento de várias técnicas e procedimentos para aliviar os sintomas, principalmente nos momentos de crises agudas – fase em que os sintomas se tornam mais dolorosos.
Em abril de 2004, lancei a obra Reflexões sobre a Depressão, contendo catorze temas básicos que considerei essenciais, não somente para a melhora, como também para a recuperação das pessoas com depressão grave. Com base nessa obra, elaborei o projeto de uma assistência espiritual para atendimento de pessoas com depressão grave, implantado inicialmente na Federação Espírita do Estado de São Paulo e posteriormente em casas espíritas no Brasil e nos EUA.
A assistência espiritual que foi implantada na Federação Espírita do Estado de São Paulo tem sido um grande recurso para a recuperação de pessoas com depressão grave e vem atendendo, com sucesso, a um grande número de pessoas. Essa assistência está à disposição dos centros que desejarem conhecê-la, para considerar a sua adoção. Veja no final desta matéria o contato do autor.
A assistência espiritual, atualmente, está sendo aprimorada com procedimentos e técnicas novas visando acelerar o processo de recuperação. Na nossa experiência, observamos uma recuperação mais rápida no início da implantação do trabalho, com atendimento em grupos menores – no máximo de 40 a 50 pessoas – com técnicas específicas desenvolvidas por mim na apresentação dos temas, com filmes e recursos especiais de comunicação e experiência com a depressão e com pessoas deprimidas.
O crescimento dos trabalhos exige a utilização de colaboradores em grande número, cuja experiência mais limitada diminui a eficácia do trabalho aumentando o citado período de recuperação. O maior número de pessoas atendidas em cada grupo também dificulta a interação necessária, diminuindo a eficácia do trabalho.
Entretanto cumpre destacar que a assistência espiritual é sempre eficaz, ainda que não especializada – como tivemos oportunidade de constatar nas várias visitas às casas espíritas para palestras, cursos e eventos, onde encontrei pessoas com depressão grave obtendo melhoras mesmo nos trabalhos tradicionais.
No livro Temas atuais na visão espírita – vol. 1– também de minha autoria – os interessados podem encontrar informações importantes para o conteúdo de palestras e conhecimento do assunto para entrevistas e orientações nas casas espíritas.
A assistência espiritual que se realiza há quase quatro anos, juntamente com a elaboração das obras citadas, mais as minhas viagens ao exterior – em especial aos EUA, onde implantei, com o grupo local, o mesmo trabalho citado anteriormente, e as entrevistas com psicólogos e psiquiatras complementam a minha experiência sobre o assunto.
Em 2008, sentindo a necessidade de direcionar a orientação para aspectos práticos da depressão, lançamos o cd e o livro Vencendo a Depressão, elaborados com o objetivo de proporcionar às pessoas que vivenciam nesta fase da suas vidas a depressão grave um método de relaxamento e meditação que possa favorecer a recuperação e, durante a depressão, a superação das crises.
O cd oferece um exercício de relaxamento e uma meditação, elaborados a partir dos métodos que são adotados em vários exercícios semelhantes, mas que na prática verifiquei serem eficientes para reduzir os sintomas da depressão, diminuir e superar as crises agudas com maior facilidade e ajudar na recuperação. Incluí, para enfrentar as crises agudas, uma série de sugestões que podem ser ouvidas e utilizadas pelo deprimido para ajudá-lo a suportar os efeitos dolorosos da depressão.
Integra ainda a obra as recomendações gerais que foram desenvolvidas a partir da prática pessoal com deprimidos nos últimos quatro anos, do atendimento em trabalho espiritual especializado e também com base nos meus dois livros.
Fonte: http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=232:vencendo-a-depressao&catid=34:artigos&Itemid=54
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA
A
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL
|
Bem sabemos que não seríamos nós
os mais autorizados a falar sobre o assunto "Educação Infantil",
porquanto não somos portadores de nenhum título acadêmico que
abranja o professorado, no entanto, como vamos buscar apoio na farta
bibliografia contida na Doutrina Espírita, à qual sempre
recorreremos, atrevemo-nos a tecer considerações sobre ele.
Temos gravado em nossa mente:
"Eduque a criança para não ter que punir o adulto".
Inicialmente, sabemos que a
criança nada mais é do que um Espírito reencarnado, isto é, um
Espírito inexperiente num corpo infantil, carregando farta bagagem
de acertos e desacertos e que necessita ser educado pelos que aqui o
recebem como educadores, sejam pais e mães ou os responsáveis
diretos pela sua orientação.
É da competência dos responsáveis
pela educação da criança a observação meticulosa do seu
procedimento, de seus primeiros impulsos, de suas reações e
tendências, seus instintos e predisposições, oportunidades para
constatarem o caráter do Espírito que lhe está chegando.
O Espírito vai revelando, desde
cedo, nos dois ou três anos de vida na carne, o seu conteúdo moral,
ético, espiritual trazido do passado, competindo aos pais irem
corrigindo tudo quanto fuja da boa educação, dos bons princípios.
Disseram as Nobres Entidades a
Allan Kardec que, a finalidade do espírito passar pela fase infantil
é a seguinte: "Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o
Espírito, durante esse período (o infantil, lembramos), é mais
acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o
adiantamento para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo"
(1)
É do conhecimento de todos
quantos se interessam pelo estudo mais profundo do Espiritismo que o
Espírito vai somando em seu psiquismo todas as experiências e
vivências anteriores, constituindo-se tais experiências e vivências
em verdadeiro patrimônio espiritual impostergável, e do qual ele,
Espírito, não deixará com facilidade de sofrer acirrada e poderosa
influência, pelo fato de ser o inconsciente, justamente, a região do
psiquismo onde se acham alojadas as vivências que na verdade
normatizam, dirigem a vontade do Espírito, e nem tanto o consciente.
Este passa apenas a obedecer, submisso, o que flui de lá de dentro
do Espírito de forma autoritária, imperiosa. Foi isto, justamente,
que levou Paulo a dizer, peremptoriamente: "Porque não faço o bem
que quero, mas o mal que não quero esse faço. - Ora, se eu faço o
que não quero, já não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho
então esta lei em mim; que, quando quero fazer o bem, o mal está
comigo" (2). O mesmo vai acontecendo conosco, estudantes do Bem, mas
que ainda não lançamos dentro do inconsciente a prática diária, a
vivência normal desse Bem. Muitas vezes o consciente quer, mas o
inconsciente, por ser bem mais forte, prepondera e deixamos de fazer
o que gostaríamos. Paulo ainda diz que, "... com efeito o querer
está em mim, mas não consigo realizar o bem". (3) Considerava-se,
por isso mesmo, assim: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará
do corpo desta morte? (4)
Como percebemos, Paulo tinha essa
sua luta como algo que o conduzia à morte, morte moral, claro, mas
que também pode conduzir à morte do corpo carnal. tudo depende do
que fazemos das lições que recebemos.
A Natureza, sempre operosa e
sábia, proporcionou o choro da criança como uma forma de estimular o
interesse dos pais aos cuidados de que há mister. Caso a criança
manifestasse apenas alegria, na fase em que nem sabe falar,
naturalmente deixariam seus pais sem nenhum tipo de inquietação
quanto às suas necessidades indispensáveis. (5)
Fomos adquirindo mais
conhecimento na medida em que estudamos o livro básico do
Espiritismo, especificamente na parte em que é abordado o tema "A
Infância" (6), quando o Espírito reencarnante, ao retornar à
natureza que lhe é própria, mostra-se tal qual era no passado. Nós,
em verdade, não sabemos o que oculta a inocência das crianças, o que
nos leva a ter por elas afeição, carinho, como se fossem parcelas de
nós mesmos. É desta forma que o amor de mãe é considerado como o
maior que um ser pode dedicar a um outro.
Com o providencial esquecimento
do passado, os pais não sabem quem são seus filhos e o que fizeram,
como também o reencarnante desconhece quem eles, pais, foram no
passado; é como se as vidas fossem livros que estariam sendo
escritos pela vez primeira, na atual reencarnação.
Como a reencarnação tem a
finalidade precípua de aperfeiçoamento do Espírito, a delicadeza da
idade infantil torna o Espírito brando, acessível aos conselhos da
experiência dos que devem fazê-lo progredir. É nesta fase infantil
que os caracteres são mais moldáveis e maiores possibilidades
existem de serem reprimidos os maus pendores. Foi esse o dever
imposto por DEUS aos pais.
Costumamos salientar em nossas
palestras sobre educação dos filhos, que DEUS divide com os pais
terrenos a Sua Paternidade Divina, esperando tão somente que façamos
a nossa parte que ELE fará a dELE, e por uma razão muito simples:
'ELE é o autêntico PAI, e nós não. Somos "pais de aluguel", por isso
mesmo temporários, incumbidos de prestarmos a nossa modesta
colaboração na obra da criação e educação dos filhos de DEUS. E
aditamos: se fizermos a nossa parte, DEUS fará a dELE. Caso não
cumpramos com a nossa obrigação, seremos responsabilizados e
responderemos carmicamente pela nossa negligência, sofrendo o que
fizermos sofrer.
Em vista do que estamos
apreciando, fácil é deduzirmos que, o Espírito, ao animar um corpo
infantil, pode ser mais adulto, mais evoluído do que os seus pais,
caso tenha progredido anteriormente em vidas passadas.
Emmanuel, Venerável Mentor de
Chico Xavier, afirma que até os sete anos o Espírito ainda se
encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete
no mundo, inexistindo uma integração perfeita entre ele e a matéria
orgânica (7). Recorda mais vivamente o mundo que deixou para trás,
tornando-se, deste modo, mais suscetível de renovar o caráter e
moldar novos caminhos existenciais. Resulta daí ser a vida no lar
uma experiência muito importante para edificar o homem, sendo também
muito profunda a missão da mulher perante as leis divinas, aditou o
Venerável Espírito.
As melhores energias paternais e
maternais devem ser desenvolvidas, no sentido de canalizar para seus
descendentes diretos um modelo de educação que integre o
reencarnante num digno padrão moral de vida. Ainda é, pois, o lar a
melhor escola onde a criatura deve receber as bases do sentimento e
do caráter.
Não sendo oferecida a educação no
lar, só mesmo o processo violento das provas rudes, no mundo, poderá
renovar o pensamento e o modo de ser da criatura recém-chegada para
uma nova vida.
Emmanuel não se mostrava muito
favorável, pelo menos na época em que ditou pelo Chico Xavier o
livro em apreciação, quanto à instalação da educação sexual nas
escolas, (8) alegando que os professores não sentiam (ainda) nos
discípulos os filhos reais dos seus corações. Eles estão muito
aferrados aos problemas salariais, tabelas administrativas, auxílios
oficiais, situações de evidência no magistério, fixados nas
promoções, etc. Desconhecemos se hoje Ele continua pensando do mesmo
jeito, tendo em vista que já se cogita este tipo de ensino
compartilhado pelos pais e professores nos estabelecimentos de
ensino. Claro, acentua o Venerável Espírito, que há as exceções no
quadro daqueles professores que querem apenas instruir o intelecto,
sem saberem iluminar os corações de seus alunos. Aconselha que a
tarefa de educação sexual dos filhos seja atribuída aos pais, até
que o planeta possua as verdadeiras escolas de JESUS, onde a mulher
cumprirá seu sagrado ministério de mãe e o pai será um centro de
paternal amor.
Considera Emmanuel que as escolas
podem renovar seus métodos pedagógicos de ensino visando melhor
atender aos alunos, mas que é o lar a escola educativa por
excelência, porque nele deve estar instalado o culto do Evangelho
que se constitui numa fonte de renovação moral/espiritual, levando
em consideração que surge a oportunidade de mostrar às crianças e
jovens o único e inigualável modelo de vida - JESUS.
Sobre o problema dos pais
espíritas forçarem ou não os seus filhos a seguirem suas orientações
religiosas espiritistas, vale a pena lembrarmos palavras de Divaldo
Pereira Franco inseridas num livro (9): "Temos ouvido alguns
confrades afirmarem: Eu não forço os meus filhos para a
evangelização espírita, porque sou muito liberal. Ao que poderia
acrescentar: "Porque não tenho força moral". Se o filho está doente,
ele o força a tomar remédios; se o filho não quer ir à escola, ele o
força. Isto porque acredita no remédio e na educação. Mas não crê na
religião que abraçou, quando afirma: "Vou deixá-lo crescer, e depois
ele escolherá". "Para mim" - acrescentou Divaldo - "representa o
mesmo que o deixar contaminar-se pelo tétano ou outra enfermidade,
para depois aplicar o remédio". Deu outro exemplo, isto é, quando
frente a um tuberculoso, falar-lhe: "Você deve cuidar da higiene, de
sua alimentação e de sua saúde". Divaldo, em nosso entender, quis
mostrar que o comportamento desses pais obedece o seguinte critério:
"Fechar a porta depois dela ser arrombada".
Prosseguindo, o grande tribuno
espírita quis mostrar resumindo, que os pais dão a melhor
alimentação, o melhor vestuário, o melhor colégio dentro de suas
possibilidades, mas na hora de dar a melhor religião, eles se
acomodam, amedrontam-se. Aos pais é incumbido o dever de oferecer
aos filhos o que há de melhor, cabendo aos filhos, ao se tornarem
adultos, fazerem, aí sim, as suas opções de ordem religiosa.
Necessário é motivar os filhos, enquanto crianças, através dos
exemplos em casa, que o Espiritismo é, sem dúvida, a mais indicada
de todas as religiões, imprimindo em si mesmos todo o comportamento
espírita. Uns obrigam os filhos a irem à evangelização; todavia, em
casa, não mantém uma atitude espírita. O exemplo dos pais espíritas
em casa tem efeito altamente convincente.
Há pais que reclamam do horário,
muito embora Divaldo tenha perguntado qual a melhor hora para a
evangelização sem ser domingo de manhã. Divaldo interroga um desses
pais que não têm hora para levar os filhos à evangelização: "Que
hora é melhor?" Outra hora - respondeu. Divaldo insiste: "Mas qual?"
Volveram a perguntar: O que é que é que você acha? Divaldo retrucou:
"Eu não acho nada, porque eu não tenho filho, você é que tem". Mas
não poderia ser em outra hora - voltou o pai à carga: Contesta
Divaldo: "Depende de você achar a hora, porque, durante os dias da
semana as crianças não podem porque estão estudando; no sábado, à
tarde, o evangelizador tem que arrumar a casa, cuidar das compras,
etc. Domingo, à tarde, os pais não podem porque as crianças têm as
festinhas de aniversário, as matinezinhas, isso e aquilo; de noite
não convém, porque criança não pode dormir tarde. Domingo de manhã -
continua o pai desavisado - nem sonhar, porque a Bahia foi feita por
DEUS com tantas praias e mulheres bonitas para serem desfrutadas.
Para que praia, então, se o baiano não pode ir? Domingo queremos ir
à praia, Sr. Divaldo". Em vista desses argumentos, Divaldo responde
que a evangelização não era, absolutamente, o problema, muito pelo
contrário, era a solução para todos os problemas do ser humano. E
aditou que as pessoas que pensavam assim, não eram espíritas, que
elas não querem é perder a praia, alegando que os filhos precisam
tomar sol e banho de mar. Por fim, Divaldo acrescentou: "Percam umas
praiazinhas mas salvem os seus filhos. Hoje vocês os levam à praia,
mas depois, invariavelmente, ficarão chorando e perguntando a DEUS
por quê o filho cometeu tamanho deslize?"
O remorso pode bater no interior
desses pais e, naturalmente, frente às suas próprias negligências,
haverão de perguntar sem obter a resposta desejada: "Por quê Senhor,
o meu filho cometeu tal delito? Eu o fiz nascer com as feições do
menino JESUS, e agora o vejo com o rosto de Judas de Kerioth".
Que seja, pois, uma preocupação
permanente, nas mentes paternais e maternais espíritas,
principalmente, a evangelização de seus filhos, evitando mais tarde
que eles descambem para toda sorte de vícios e paixões próprias do
momento que nossas crianças atravessam, e cujas conseqüências são
terrivelmente dolorosas.
(1) O Livro dos
Espíritos, pergunta 383, edição FEB.
(2) Epístola de Paulo aos Romanos, cap. 7:19/21 (3) id ibidem versículo 18. (4) id ibidem versículo 24 (5) O Livro dos Espíritos, perg. 384 (6) O Livro dos Espíritos, Parte 2ª cap. VII (7) Livro O Consolador, edição da FEB, perg. 109 (8) id ibidem, perg. 110 (9) Livro "Diálogo", da USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo) Pág. 68. ADÉSIO ALVES MACHADO Escritor, Orador e Radialista. Autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor; Diálogo com Deus - Preces de MEIMEI e Verdades que o tempo não apaga, lançado recentemente. Para adquiri-los ligue: (22) 2555-4753 ou (22) 2555-1580 E-MAIL: adeleila@brasilvision.com.br ENDEREÇO: Rua Roque de Oliveira Cardoso, 74 - Térreo CEP.: 28500-000 - CANTAGALO - RJ
FONTE:http://www.ger.org.br/a_importancia_educacao_infantil.htm
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domingo, 5 de agosto de 2012
EDUCAÇÃO ESPÍRITA
DUAS ASAS DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA

DUAS ASAS DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA
Geziel Andrade
Certa vez, um discípulo chegou na presença de seu Mestre e lhe perguntou:
-Mestre, o que devo fazer para que a minha alma alcance a presença de Deus, tão logo haja a morte do meu corpo material?
O Mestre, de imediato, respondeu-lhe:
-Você precisa adquirir duas asas. Serão elas que conduzirão naturalmente a sua alma à presença de Deus. A primeira asa é a da SABEDORIA. E a segunda asa é a do AMOR.
E ante à surpresa do discípulo, o Mestre continuou:
-Se você conquistar apenas uma dessas duas asas, a sua alma não conseguirá alçar o vôo que pretende realizar.
Como o discípulo permanecesse com um olhar indignado, o Mestre continuou:
-Para você adquirir a asa do amor, você precisa colocar a bondade e a fraternidade no seu coração e passar a prestar serviço útil e desinteressado aos semelhantes. Para você conquistar a asa da sabedoria, você precisa da auto-educação, da acumulação de experiências e da busca de conhecimentos elevados. Somente assim, durante a sua vida material, a sua inteligência será bem empregada; e o seu saber será aplicado com bons sentimentos e nobreza moral. Então, o Todo-poderoso terá grande satisfação em receber a sua alma, quando ela deixar a vida terrena.
O discípulo, surpreendido com o que ouvira, afastou-se de cabeça baixa, revelando claramente que estava consciente de que tinha grande desafio a vencer.
A COERÊNCIA DESSA HISTÓRIA
Os ensinamentos espíritas, a seguir apresentados, confirmam a importância de obtermos, através da educação, as asas da sabedoria e do amor. Então, a nossa alma conseguirá atingir a Espiritualidade Superior, após a morte do seu envoltório material.
Allan Kardec, nas Questões 111 a 113 de “O Livro dos Espíritos”, nos ensina que: “Os Espíritos superiores reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. E os Espíritos Puros, que já atingiram a superioridade intelectual e moral absoluta, desfrutam da vida eterna no seio de Deus, de quem são os mensageiros e ministros”.
O Espírito Emmanuel, no Capítulo 36 do livro “Pão Nosso”, de psicografia de Chico Xavier, nos ensina que: “As portas do Céu permanecem abertas. Nunca foram cerradas. Todavia, para que o homem se eleve até lá, precisa asas de amor e sabedoria”.
O Espírito Corrêa de Lacerda, no livro “Recordações em Leopoldina”, psicografado por Chico Xavier, nos diz que: “A sabedoria e o amor são as duas asas da alma para o vôo supremo às esferas supremas da Divindade”.
O Espírito Meimei, no Capítulo 30 do livro “Instruções Psicofônicas”, recebido por Chico Xavier, nos recomenda: “Cultivemos o cérebro sem olvidar o coração. Sentir, para saber com amor; e saber, para sentir com sabedoria, porque o amor e a sabedoria são as asas dos anjos que já comungam a glória de Deus”.
O Espírito André Luiz, no Capítulo 1 do livro “Nos Domínios da Mediunidade”, psicografado por Chico Xavier, nos diz que: “Das Esferas Mais Altas, os gênios da sabedoria e do amor supervisionam nossas experiências”. E no Capítulo 13 desse mesmo livro nos diz que: “Amor e sabedoria são as asas com que faremos nosso vôo definitivo, no rumo da perfeita comunhão com o Pai Celestial”. E no Capítulo 17 do livro “No Mundo Maior”, nos ensina que: “Os vôos altíssimos da alma só se fazem possíveis quando à intelectualidade elevada se alia o amor sublime. O Poder de raciocínio deve estar aliado à sublimação do sentimento”.
O Espírito Joanna de Ângelis, no Capítulo 45 do livro “Lampadário Espírita”, psicografado por Divaldo Pereira Franco, nos orienta que: “É verdade que o homem não atinge as Altas Esferas sem as luminescências do conhecimento; da mesma forma ninguém evolui realmente sem a santificação dos sentimentos, através da conjugação do verbo amar, em todas as suas expressões”.
Dessa forma, educando-nos com os recursos espíritas e crescendo de forma equilibrada em termos intelectuais e morais, conquistaremos essas duas asas importantes, melhorando o raciocínio, sublimando os sentimentos e dando boa direção ao livre-arbítrio e à vontade. E para essa conquista, dispomos ainda das seguintes orientações:
Léon Denis, no Capítulo 25 do livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, nos ensina que: “O amor depura a inteligência, põe à larga o coração, e é pela soma de amor acumulada em nós que podemos avaliar o caminho que temos andado para Deus”.
O Espírito F. Purita, no livro “Vozes do Grande Além”, psicografado por Chico Xavier, nos recomenda que: “Devemos viver fazendo esforço máximo no bem, colocando cultura constante no cérebro e bondade infatigável no coração”.
O Espírito Sra. Owen, no livro “A Vida Além do Véu”, de psicografia de G. Vale Owen, nos ensina que: “O amor e a sabedoria devem estar ligados. Se o amor se expande e a sabedoria se manifesta, o resultado é bom e saudável. O amor e a sabedoria devem estar na conduta própria e na relação com os outros”.
O Espírito irmã Maria do Rosário, no livro “Na Educação da Alma”, psicografado pela médium Lúcia Cominatto, nos alerta que: “Através do esforço próprio e das experiências nas diversas situações que a vida faz o ser humano percorrer, vai formando a sua bagagem espiritual, isto é, vai conquistando, simbolicamente, as duas asas – amor e sabedoria – que haverão de conduzi-lo para Deus. Assim, estuda, aprende, esforça-te por melhorar a cada dia, cultiva em ti os bons sentimentos e dedica o teu viver a fazer o melhor para a tua evolução, também através da extensão do amor ao próximo e das boas obras que conseguires realizar em favor dos teus irmãos”.
A CONQUISTA E A PRÁTICA DA SABEDORIA E DO AMOR COM A EDUCAÇÃO ESPÍRITA
Portanto, em função do que vimos: bom ânimo no desenvolvimento do amor pela evangelização espírita, pois ninguém melhor do que Jesus ensinou-nos a conquistar e praticar essa virtude sublime; esforço incessante na conquista da sabedoria e do progresso intelectual, pela dedicação ao estudo, pela leitura dos bons livros, pelo crescimento em instrução, cultura, conhecimentos e experiências.
Então, manteremos as atividades nobres, o trabalho perseverante, o estudo incessante, os atos bondosos, o serviço útil ao próximo, a ajuda aos aflitos, a promoção do bem-estar coletivo, as condutas morais sábias e elevadas; bem como o sucesso, a prosperidade, a alegria e a felicidade fazendo parte de nossa personalidade e vida.
Somente assim, seguimos trilhando o caminho estreito que conduz ao pleno domínio e à prática da ciência, do saber e da moralidade; e conquistando a elevação intelectual, moral e espiritual que faz surgir em nossa alma as duas asas que ela precisa para alçar seu vôo glorioso ao Reino do Altíssimo.
FONTE: http://gezielandrade-espiritismo.blogspot.com.br/2009/10/duas-asas-da-educacao-espirita.html em 05/08/2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Espiritualidade fará parte de histórico médico daqui a alguns anos, afirma especialista
Há algum tempo, hospitais e médicos vêm utilizando a espiritualidade como aliado no processo de cura do paciente.
Apesar de ser um assunto polêmico, muitos pesquisadores já apontam um
papel positivo da espiritualidade e religiosidade em doenças
coronarianas, hipertensão arterial, ansiedade, depressão, função imune e
mortalidade em geral.
“De uma maneira geral, as pessoas interpretam todos os acontecimentos de sua vida sob uma visão espiritual e conhecer e respeitar esta interpretação é de grande ajuda para o doente e para o profissional que o assiste”, acredita Islan Nascimento, otorrinolaringologista e presidente da Associação Médico-Espírita da Paraíba.
Segundo ele - que coordenará um encontro sobre o assunto a partir desta quinta-feira (7) - o tema vem ganhando cada vez mais destaque. Para se ter uma ideia, de 1980 a 1982 o tema foi pesquisado e publicado em 101 artigos de revistas indexadas. De 2003 a 2005, foram 1,8 mil. Desde 2000, foram quase três mil artigos. “A medicina é baseada em pesquisas. Há 20 anos, ninguém questionava o paciente sobre seu histórico sexual. O tema era visto como algo particular. Hoje, é procedimento-padrão. Daqui a 20 anos isso acontecerá com a espiritualidade, que vem conquistando espaço nos consultórios e até na vida de artistas", complementa Islan Nascimento.
É o caso, por exemplo, do ator Reynaldo Gianecchini. Na luta contra um câncer linfático, o ator global decidiu aliar o tratamento convencional ao espiritismo, e parece não ter se arrependido. Em várias entrevistas concedidas, Reynaldo Gianecchini afirmou que o procedimento o deu forças para lutar pela cura, com tranquilidade.
E o ator não está sozinho neste pensamento. Segundo a revista Veja, cerca de 80% de pacientes vítimas de câncer no Brasil, recorrem a medicinas alternativas, geralmente ligadas à religiosidade, para complementar o tratamento alopático.
"Os dados são reais, mas só recentemente a medicina passou a reconhecer a existência de tais práticas", afirma Islan Nascimento, antes de concluir: "Existem estudos comprovando que a fé tem efeitos positivos na saúde das pessoas. Esses pacientes se sentem mais otimistas em relação ao sucesso dos tratamentos convencionais e, assim, além de se cuidarem mais, eles colaboram mais com os médicos. O objetivo é sempre usar o melhor da medicina convencional e o melhor da medicina complementar em defesa do doente".
Encontro nesta quinta abordará saúde e espiritualidade
Deixando de ser apenas "teoria" para se tornar realidade, a espiritualidade no processo de cura virou assunto sério nos consultórios e até de encontros científicos. A exemplo do 7º Encontro das Associações Médico-Espírita do Norte e Nordeste (Encontrame), que será realizado em João Pessoa, entre quinta e sábado desta semana, na Federação Espírita da Paraíba, na Torre.
Voltado para médicos, estudantes e profissionais de saúde e aberto ao público em geral, o encontro trará à capital paraibana, a presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil e Internacional, Marlene Nobre. A médica, que trabalhou com o médium Chico Xavier, ministrará a palestra de abertura do evento (Atualidade Científica na obra psicográfica de Chico Xavier), às 20h30.
Durante os dias do evento, especialistas da Paraíba, Pará, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais e São Paulo abordarão assuntos relativos ao tema central: "Saúde, Ciência e Espiritualidade". Entre eles, aborto do anencéfalo, células-tronco, Experiência de Quase Morte e Transtorno Bipolar.
ATIVIDADES PARALELAS
Paralelamente ao Encontro também serão realizados a 2ª Jornada Médico-Espírita Paraibana e o 1º Encontro Acadêmico em Saúde e Espiritualidade. Na ocasião, alunos universitários poderão apresentar trabalhos científicos sobre o tema. Os melhores trabalhos serão publicados na revista do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O 7º Encontro das Associações Médico-Espíritas do Norte e Nordeste está sendo promovido pela Associação Médico-Espírita da Paraíba e pela Associação Médico-Espírita de Campina Grande, em parceria com a Unimed JP e com outras instituições do Estado.
Mais informações podem ser obtidas no blog da AME-PB (http://amepb.blogspot.com.br/).
“De uma maneira geral, as pessoas interpretam todos os acontecimentos de sua vida sob uma visão espiritual e conhecer e respeitar esta interpretação é de grande ajuda para o doente e para o profissional que o assiste”, acredita Islan Nascimento, otorrinolaringologista e presidente da Associação Médico-Espírita da Paraíba.
Segundo ele - que coordenará um encontro sobre o assunto a partir desta quinta-feira (7) - o tema vem ganhando cada vez mais destaque. Para se ter uma ideia, de 1980 a 1982 o tema foi pesquisado e publicado em 101 artigos de revistas indexadas. De 2003 a 2005, foram 1,8 mil. Desde 2000, foram quase três mil artigos. “A medicina é baseada em pesquisas. Há 20 anos, ninguém questionava o paciente sobre seu histórico sexual. O tema era visto como algo particular. Hoje, é procedimento-padrão. Daqui a 20 anos isso acontecerá com a espiritualidade, que vem conquistando espaço nos consultórios e até na vida de artistas", complementa Islan Nascimento.
É o caso, por exemplo, do ator Reynaldo Gianecchini. Na luta contra um câncer linfático, o ator global decidiu aliar o tratamento convencional ao espiritismo, e parece não ter se arrependido. Em várias entrevistas concedidas, Reynaldo Gianecchini afirmou que o procedimento o deu forças para lutar pela cura, com tranquilidade.
E o ator não está sozinho neste pensamento. Segundo a revista Veja, cerca de 80% de pacientes vítimas de câncer no Brasil, recorrem a medicinas alternativas, geralmente ligadas à religiosidade, para complementar o tratamento alopático.
"Os dados são reais, mas só recentemente a medicina passou a reconhecer a existência de tais práticas", afirma Islan Nascimento, antes de concluir: "Existem estudos comprovando que a fé tem efeitos positivos na saúde das pessoas. Esses pacientes se sentem mais otimistas em relação ao sucesso dos tratamentos convencionais e, assim, além de se cuidarem mais, eles colaboram mais com os médicos. O objetivo é sempre usar o melhor da medicina convencional e o melhor da medicina complementar em defesa do doente".
Encontro nesta quinta abordará saúde e espiritualidade
Deixando de ser apenas "teoria" para se tornar realidade, a espiritualidade no processo de cura virou assunto sério nos consultórios e até de encontros científicos. A exemplo do 7º Encontro das Associações Médico-Espírita do Norte e Nordeste (Encontrame), que será realizado em João Pessoa, entre quinta e sábado desta semana, na Federação Espírita da Paraíba, na Torre.
Voltado para médicos, estudantes e profissionais de saúde e aberto ao público em geral, o encontro trará à capital paraibana, a presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil e Internacional, Marlene Nobre. A médica, que trabalhou com o médium Chico Xavier, ministrará a palestra de abertura do evento (Atualidade Científica na obra psicográfica de Chico Xavier), às 20h30.
Durante os dias do evento, especialistas da Paraíba, Pará, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais e São Paulo abordarão assuntos relativos ao tema central: "Saúde, Ciência e Espiritualidade". Entre eles, aborto do anencéfalo, células-tronco, Experiência de Quase Morte e Transtorno Bipolar.
ATIVIDADES PARALELAS
Paralelamente ao Encontro também serão realizados a 2ª Jornada Médico-Espírita Paraibana e o 1º Encontro Acadêmico em Saúde e Espiritualidade. Na ocasião, alunos universitários poderão apresentar trabalhos científicos sobre o tema. Os melhores trabalhos serão publicados na revista do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O 7º Encontro das Associações Médico-Espíritas do Norte e Nordeste está sendo promovido pela Associação Médico-Espírita da Paraíba e pela Associação Médico-Espírita de Campina Grande, em parceria com a Unimed JP e com outras instituições do Estado.
Mais informações podem ser obtidas no blog da AME-PB (http://amepb.blogspot.com.br/).
Fonte:http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20120606095648&cat=saude&keys=espiritualidade-fara-parte-historico-medico-daqui-alguns-anos-afirma-especialista
A Educação Espírita
Dora Incontri
Definições Possíveis
Existem três perspectivas sob as quais se pode falar em Educação Espírita. E
certo que elas acabam se unificando num só conceito. Um aspecto deriva do outro
e formam uma visão única.
· Espiritismo como Educação. A essência do Espiritismo é a Educação. Ao
contrário de outras correntes religiosas, que têm um caráter salvacionista, a
Doutrina Espírita, com seu tríplice aspecto—cientifico, filosófico e religioso
—pretende promover a evolução do homem e esta evolução é um processo pedagógico.
A Educação do Espírito é o cerne da proposta espírita. Se o Espiritismo é uma
síntese cultural, abrangendo todas as áreas do conhecimento, seu ponto de
unificação é justamente a Pedagogia. Não foi à toa que Kardec tenha sido
educador e tenha recebido influência de Pestalozzi, um dos maiores educadores de
todos os tempos. Melhor compreende o Espiritismo quem o compreende
pedagogicamente.
Lendo Kardec com olhos pedagógicos, pode-se observar a sua insistência e a
dos Espíritos em comparações com imagens emprestadas do universo educacional. O
desenvolvimento do Espírito através das vidas sucessivas é visto como um curso
escolar, com seus anos letivos. A Terra é tratada como uma escola, em que as
almas se matriculam para o seu aperfeiçoamento. As imagens são recorrentes e não
são meros recursos literários. Há de fato uma identificação. Corroborando essa
leitura do Espiritismo, Herculano Pires, em Pedagogia Espírita, comenta que: "O
Livro dos Espíritos é um manual de Educação Integral oferecido à Humanidade para
a sua formação moral e espiritual na Escola da Terra".
Ser espírita, pois, na acepção plena da palavra é engajar-se num processo de
auto-educação, cujo fim mal podemos entrever. E estar em processo de
auto-aperfeiçoamento, como já vimos, é o requisito básico do educador. Como o
Espiritismo não é uma doutrina individualista, no sentido de descomprometer o
ser humano de deveres para com o próximo—ao contrário, elege na caridade seu
princípio máximo—quem está em processo de melhorar a si mesmo tem o dever moral
de exercer uma tarefa pedagógica com todas as criaturas que o cercam. A caridade
máxima, portanto, que o espírita deve procurar realizar como ideal de vida, não
é o assistencialismo social, respeitável e necessário, mas limitado e
superficial, é sim a caridade da Educação. Elevar, transformar, despertar
consciências, contribuindo para a mudança interna dos homens—que redundará
também numa evolução externa—esta deve ser a meta de todo espírita.
· A Educação Segundo o Espiritismo. Se o Espiritismo é pedagógico, olhando a
questão do lado avesso, a área específica da Pedagogia humana pode se iluminar
com a perspectiva espírita. Neste sentido, a Educação espírita é a prática de
uma Pedagogia à luz do Espiritismo. É exatamente o que estamos teorizando nesta
obra. Muitas das idéias aqui expostas poderão ser partilhadas por adeptos de
outras correntes filosóficas ou religiosas. Mas para aplicá-las inteiras, para
aderir a uma formulação pedagógica completamente espírita, é preciso estar
convencido dos postulados básicos da doutrina de Kardec. O educador espírita,
porém, poderá e deverá exercer sua tarefa com quaisquer crianças e adultos. Se a
verdadeira Educação se dá quando se desperta um processo evolutivo no educando,
este processo poderá ser desencadeado em qualquer ser humano, tenha ele a
cultura que tiver, seja ele partidário da religião que for. A influência
benéfica de um educador, consciente de seu mandato, poderá se imprimir em
qualquer educando.
Assim, educar espiritamente não é necessariamente educar para o Espiritismo.
Kardec sempre enfatizou que os espíritas não deveriam fazer proselitismo e muito
menos violentar consciências. No relacionamento com pessoas não espíritas, o
educador espírita saberá exercer sua tarefa, sem impor suas convicções.
· O Ensino Espírita. O terceiro aspecto da Educação espírita é mais
específico, é o ensino propriamente da Doutrina Espírita. Mas se não houver, por
parte daqueles que estão promovendo este ensino, uma compreensão clara e uma
prática engajada da Pedagogia espírita, então o processo não passará de
catequese, um ensino formal, destituído de compromissos mais profundos. Na linha
conceitual que temos seguido aqui, é evidente que o ensino espírita não poderá
ser mera transmissão de conteúdos, mas o despertar de uma consciência
espiritual.
Cenários da Educação Espírita
· A Existência. Entender o Espiritismo como Educação é ser espírita
verdadeiramente. Por isso, quem é espírita de fato e pratica a caridade da
Educação em todas as dimensões possíveis, faz isso existencialmente, no seu meio
familiar, profissional, social, espiritual... É alguém engajado na própria
evolução e na evolução coletiva. O destino espiritual do próximo não lhe será
jamais indiferente. Não tomará, é claro, uma postura salvacionista, nem
pretenderá mudar o mundo sozinho. Mas levará até o sacrifício o compromisso de
exemplificar o bem, arrastando com isso outros seres ao contágio da virtude
Amará com intensidade seu próximo mais próximo, procurando estender sempre mais
seu amor ao próximo longínquo, significando esse amor justamente o empenho em
ajudar o outro a encontrar seu próprio caminho evolutivo.
Consolar, amparar, servir—todos esses verbos tão conjugados em mensagens e
orientações espirituais—são as atitudes fundamentais de quem ensina com a
sinceridade dos sentimentos e a força do exemplo. São a ponte de acesso ao
coração do próximo, não como fator de proselitismo, mas como centelha para
desencadear um processo de Educação. Quem presta um serviço, quem se dispõe a se
doar—se o faz com o influxo de vibrações autenticamente fraternas —pode
restaurar no outro a confiança existencial e a vontade de crescer. Nesta doação
fraternal, pode estar incluído um prato de comida, um passe, um agasalho... Mas
a caridade deve transcender tudo isto, porque deve tocar a alma do outro.
Há pessoas que entendem a prática da Doutrina apenas no exíguo espaço do
Centro Espírita. Quando estão no mundo, na profissão, na família, numa festa,
nas relações sociais, agem como se não fossem espíritas. Mas o compromisso
educativo existencial do adepto do Espiritismo é justamente ser em qualquer
lugar e a qualquer hora um elemento de influências positivas, um pólo de
transformação do ambiente. Sem prepotência, sem austeridade excessiva, sem
pretensão à verdade absoluta, sem autoritarismo, como quem passa e serve, o
espírita deve fazer brilhar seu empenho em ser melhor, sua fidelidade aos
princípios éticos fundamentais, sua sede intelectual. . . procurando partilhar
sua chama interior.
Irradiar otimismo, disposição, energia e serenidade—todas aquelas virtudes
que vimos como constitutivas do verdadeiro educador—deve ser uma conseqüência
natural da sua compreensão de mundo. Quem sabe que a vida é eterna, que toda
tragédia é passageira, que tudo caminha para a perfeição, que todos estão sob a
proteção de uma Providência misericordiosa e justa, será necessariamente uma
pessoa alegre e tranqüila, no controle de si mesma, podendo com isso servir de
edificação e apoio aos irmãos do caminho.
A missão pedagógica do espírita, porém, não se dá apenas no plano moral. Em
todos os setores de atividade, os espíritas devem também se esforçar pelo avanço
intelectual de si mesmos e da comunidade a que pertencem. Promover a cultura
elevada e proporcionar meios à instrução—isso faz parte integrante de seu
programa de ação. É nesse sentido que se deve abrir aqui uma crítica ao
movimento espírita brasileiro, que tem se preocupado muito mais com a caridade
material do que com a caridade pedagógica. Dar pão e agasalho é bem mais fácil
do que educar, mas educar é uma terapêutica global e uma solução social muito
mais eficaz.
Entenda-se que esse empenho pela Educação intelectual não pode significar
impregnar-se de materialismo, de sofismas niilistas e de especulações vazias,
que são hoje o tônus da maioria das correntes dominantes. A convicção espírita
firme e sincera não é, entretanto, empecilho para o diálogo, para a abertura
mental e para a tolerância ideológica.
· A Família Espírita. O mais forte impacto que o Espiritismo causa na relação
entre os membros de uma mesma família é a desierarquização de funções. É verdade
que os pais recebem a tarefa de educar os filhos e trata-se de tarefa de grande
responsabilidade moral. Mas pais e filhos, marido e mulher, avós e netos são
acima de tudo Espíritos irmãos, peregrinos da evolução humana, cada qual
carregando sua herança passada e sua missão presente, essencialmente iguais, e
dignos todos, moços e velhos, homens e mulheres, crianças e adultos, de respeito
e amor. Nesta perspectiva, o autoritarismo patriarcal do passado perde qualquer
fundamento. Espiritualmente, filhos podem até ser mais adiantados que pais.
Mesmo nesse caso, não ficam os pais eximidos de sua função de educar.
Outra explicação inédita que o Espiritismo nos aponta para o entendimento das
relações familiares é a lei da reencarnação. Como pai e filho, irmão e irmã, avô
e neto, podem nascer adversários ferrenhos do passado. E nesse caso, a
convivência cotidiana deve ser justamente a oportunidade de reconciliação e
ajuste. Quando o pai ou a mãe percebe num filho uma aversão inata, uma antipatia
inexplicável, podem estar certos de que a relação atual é preciosa ocasião para
reajuste de ódios anteriores. Cabe então ao adulto, na posse do conhecimento
espírita, procurar com mais afinco, dedicação e renúncia, conquistar o amor
daquele ser a quem talvez prejudicou em eras passadas. Se aquele que tem a
missão de educar permanecer com o coração endurecido e não fizer a sua parte
para a reconciliação espiritual, terá fracassado duplamente, como pai ou mãe e
como cristão, com o dever moral de perdoar e reconciliar-se com os adversários.
Assim, num clima não-hierárquico—onde todos se sintam acima de tudo irmãos
uns dos outros—de cultivo permanente de amor e respeito mútuo, a família
espírita é o cenário mais propicio e mais imediato para a Educação espírita.
Evidentemente, não se trata aqui de sermões esporádicos a respeito de postulados
doutrinários. Mas quando o Espiritismo está enraizado na alma, entranhado no
comportamento cotidiano, como explicação para os porquês da existência, como
parâmetro ético, como proposta vital—então a convicção espírita se impregna
naturalmente nas crianças, marcando-as para o resto da vida.
Então, nem sequer faz sentido a questão muito polemizada por certos adeptos:
se os pais devem ou não ensinar Espiritismo às crianças. Se os pais s de fato
espíritas, ensinarão nos mínimos gestos, nas relações familiares, na vi
profissional, e na própria prática pedagógica que adotarem com os filhos, o que
é ser espírita. Mas se o Espiritismo representar apenas uma freqüência rotineira
um Centro, sem que haja um engajamento existencial, então obrigar a criança ir a
cursos de evangelização, como se vai a um catecismo para fazer primeira comunhão
(quando os pais não são católicos praticantes) é transformar a Doutrina num
formalismo religioso, sem um sentido mais profundo. É evidente que tal atitude
não criará convicções; ao invés, despertará resistências.
Além da função pedagógica, específica dos pais, não se pode deixar de
mencionar que a família serve como cenário educativo para todos os seus membros,
desde que haja engajamento no processo de melhoria Intima. É na família que
podemos e devemos em primeiro lugar conquistar e exercitar virtudes
fundamentais, como altruísmo, paciência, amor ao próximo e ao mesmo tempo o
empenho de contribuirmos para o progresso do outro. Trata-se, pois, de um
cenário permanente e fecundo para a Educação do Espírito.
A Escola e a Universidade Espírita. É numa instituição de ensino primário,
secundário ou superior, que devemos também colocar em prática a Educação segundo
o Espiritismo. É preciso criar espaços institucionais, onde as crianças, os
adolescentes e os jovens possam receber uma Educação integral; serem amados e
observados como Espíritos imortais e reencarnados; serem estimulados a se
auto-educarem... Nem todos os alunos de uma escola ou de uma universidade
espírita deverão ser necessariamente adeptos do Espiritismo. Aprender o conteúdo
doutrinário pode ser uma opção de pais e alunos. Mas todos deverão se beneficiar
de uma visão espírita da Educação. Muitas das idéias que constituem o universo
da Pedagogia Espírita vêm de uma tradição que começa em Sócrates, passa por
Comenius, Rousseau, Pestalozzi e têm seu modelo máximo em Jesus. Desta forma,
crianças e jovens pertencentes a diferentes credos poderão usufruir de uma
Educação espiritualista, sem que suas consciências sejam violentadas por
imposições.
Salvo raras exceções, as escolas espíritas que fizeram história no Brasil e
outras que ainda estão atuantes, adotaram o sistema educacional vigente e apenas
acrescentaram uma aula de Espiritismo, opcional ou obrigatória. Quando muito,
apóiam-se numa filosofia vagamente humanista. Este não é o modelo de uma escola
verdadeiramente espírita. A Doutrina não pode se reduzir a um catecismo
periódico, divorciado da prática existencial. Trata-se sim de oferecer escolas
com uma proposta de Educação tão revolucionária, tão superior, tão mais
democrática e eficaz que as ofertas vigentes, que mesmo não-espíritas disputarão
suas vagas.
Manifesta-se aí o compromisso espírita de agir pedagogicamente, tanto no
sentido moral quanto intelectual e mesmo estético. E preciso abolir o conceito
ultrapassado de que a boa vontade supre todas as deficiências. Escolas
espíritas—sem necessidade de ostentação—devem ser modernas, com arquitetura
diferençada, em meio à natureza, bem equipadas e, sobretudo, com recursos
humanos qualificados. E para formar recursos humanos compatíveis, precisamos de
universidades espíritas. O círculo se fecha. É imprescindível criarmos um ciclo
educativo completo, pelo qual possamos educar pessoas pelo menos humanistas, que
se ponham na vanguarda espiritual da sociedade e espíritas mais conscientes, com
uma cosmovisão doutrinária mais integrada e fundamentada. Ao mesmo tempo em que
o Espiritismo pode contribuir para a melhoria da Educação, a Educação espírita
deve contribuir para o progresso do próprio Espiritismo.
Certamente, não deixarão de perguntar pelos recursos financeiros necessários
a tais empreendimentos. Os recursos existem. O movimento espírita não constrói
centros, asilos, hospitais, orfanatos, federações? Por que não aplicar parte
destes recursos para a construção de escolas e faculdades? O que falta é uma
mudança de mentalidade: é preferível, embora mais trabalhoso, aplicar dinheiro
em Educação do que em assistencialismo; aliás, o próprio assistencialismo
deveria ser pedagógico.
Os Centros e Instituições Espíritas. A primeira instituição espírita do mundo
foi a Sociedade de Estudos Psíquicos de Paris. Lá se pesquisavam os aspectos
cientifico, filosófico e moral do Espiritismo. Os participantes debatiam
questões existenciais, mensagens e fenômenos mediúnicos, temas do cotidiano e
notícias de jornais, teorias cientificas ou filosóficas à luz da Doutrina.
Intercambio entre os próprios encarnados—entre os membros da sociedade e outras
sociedades semelhantes na França e no estrangeiro—e entre encarnados e
desencarnados, alimentava o progresso do Espiritismo, sob a luminosa liderança
de Kardec que, apesar de sua incontestável autoridade espiritual, jamais se
arvorou em chefe do movimento. O aspecto acadêmico da Sociedade—no que a
academia tem de positivo em pesquisa e diálogo entre os pares e não no seu r
espírito sistemático e arrogante—estava presente na Sociedade de Paris, que
tinha um caráter de "estudos", portanto, um caráter pedagógico.
No Brasil, houve um processo, talvez historicamente necessário, de
massificação do Espiritismo. Centros, Federações, instituições diversas atendem
diariamente a milhares de pessoas em todo o país. Com isso, a Doutrina penetrou
em todas as camadas da sociedade e multiplicou adeptos e simpatizantes. O Brasil
se tornou o país mais espírita do mundo. Mas essa disseminação em massa teve seu
preço. As casas espíritas praticam um assistencialismo social e espiritual em
que o indivíduo atendido geralmente assume uma atitude muito passiva de assistir
cursos, palestras, tomar passes. Às vezes, após anos e anos numa casa espírita,
o freqüentador tradicional não passou de fato por um processo pedagógico de
crescimento global, mas pratica o Espiritismo à moda tradicional de outras
religiões: de forma rotineira, mística e destituída de significação existencial
mais profunda.
Já que o movimento espírita brasileiro avançou tanto em termos numéricos,
chegou a hora de darmos um salto qualitativo em suas práticas: e esse salto deve
ser justamente o de caracterizar toda a atividade espírita como atividade
pedagógica, segundo a própria essência da Doutrina. Pode-se objetar que as
atividades desenvolvidas pelos Centros e Federações são predominantemente
educacionais. Cursos, palestras, estudos doutrinários, o grande movimento da
evangelização infantil, as Mocidades Espíritas, a própria assistência social—
sempre acompanhada do ensino do Espiritismo—e a assistência espiritual— com a
doutrinação dos Espíritos—tudo isto é Educação espírita. É verdade que o
movimento espírita tem esse caráter instrutivo, mas não necessariamente
pedagógico. Geralmente, é um ensino exercido de forma autoritária e
conservadora, arraigado nos modelos tradicionais do sistema educacional vigente
e nas heranças trazidas das igrejas. Crianças, adolescentes, jovens, adultos,
que chegam à casa espírita, não se tornam educandos para assumir sua própria
auto-educação, num processo participativo, dinâmico e enriquecedor.
São tratados como ouvintes passivos.
A metodologia adotada para o ensino do Espiritismo, em qualquer nível costuma
ser maçante e autoritária, sem recursos didáticos, sem consciência de
expositores e líderes do sentido real de um processo pedagógico.
Pode-se argumentar que um dos problemas com que se depara a casa espírita é a
freqüência de pessoas traumatizadas por perdas dolorosas ou portadoras de
complexos problemas obsessivos. Isso faz com que tais recém-chegados sejam
muitas vezes tratados de forma paternalista. Costuma-se mesmo dizer que, para
estes, o Espiritismo teria um caráter apenas consolador. E quem precisa ser
consolado não está interessado em renovação. E quem está obsedado não pode ter a
liberdade da palavra, nem mesmo para indagar—é o que se pensa.
É evidente que o controle de qualquer atividade espírita deve ser ass do por
pessoas equilibradas, moralmente idôneas, conhecedoras e praticando Espiritismo
em todos os seus aspectos. Isto não é motivo para que os outros participantes do
processo sejam tratados com uma falsa superioridade. O educador verdadeiro é
aquele que sabe converter traumas em motivos de edificação e crescimento e fazer
da participação ativa dos educandos uma terapia para seu reequilíbrio. O
primeiro passo para que se dê de fato um desencadear das potencialidades dos que
freqüentam a casa espírita é que sejam acolhidos como seres pensantes e dignos
de serem ouvidos. Que se tornem indivíduos conhecidos, respeitados e
participantes, e não meros assistidores de palestras.
Seminários, debates, reuniões de estudos em que todos possam colocar seus
questionamentos e dúvidas, a própria disposição das cadeiras em círculos e não
em platéias com um púlpito longínquo—tudo isso deve fazer parte do panorama
pedagógico do Centro Espírita, quebrando o monólogo autoritário dos oradores. E
evidente que, para isso, o Centro não precisa nem deve se converter numa arena
de disputas de opinião e de brigas pessoais. É preciso criar o hábito de debater
idéias com argumentos e não com ofensas e enfrentar a divergência de opinião com
naturalidade, preservando sempre os postulados básicos do Espiritismo. Com
líderes conscientes, equilibrados e com sólidas convicções doutrinárias, é
possível se ventilar o clima com a liberdade de expressão, mantendo-se o padrão
vibratório elevado e a compreensão fraterna entre todos. Aliás, isto também deve
fazer parte do aprendizado. É muito fácil se obter uma harmonia aparente, sob o
tacão da disciplina autoritária. O desafio é obter a união, pela adesão
voluntária de todos os participantes a uma proposta de progresso e fraternidade.
Educação mediúnica
A Educação mediúnica é um dos aspectos característicos da Educação espírita,
ligada ao desabrochar das capacidades extra-sensoriais que todo ser humano
deverá desenvolver em sua jornada evolutiva. Como já foi analisado (ver Cap.
II), há o mediunato—compromisso específico de atuação mediúnica numa dada
existência—mas além desta tarefa, todos os seres humanos têm uma mediunidade
geral, mais ou menos cultivada.
No caso de o indivíduo possuir algum dom mediúnico específico, a Educação
mediúnica tem por meta possibilitar seu desenvolvimento e uso equilibrado, sadio
e positivo. No caso de mediunidade difusa, não-específica, a meta é a de aguçar
a sensibilidade extra-sensorial, a intuição, a percepção psíquica—coisas
presentes em todos os seres humanos.
Tanto num como noutro caso, são facetas da proposta espírita: o controle
racional das faculdades mediúnicas, fruto do estudo acurado dos fenômenos e da
auto-análise que todo espírita comprometido com sua auto-educação deve
permanentemente promover; o uso da mediunidade para fins úteis, nobres e
cristãos; o cuidado para não converter nenhum dom mediúnico em fonte de riqueza
material, de projeção pessoal ou de manipulação psíquica, ou seja, mediunidade
com absoluto desinteresse e devotamento.
A Educação mediúnica não é meramente um apossar-se de técnicas, mas deve ser
um fator de evolução global para o Espírito; uma possibilidade real de
aperfeiçoamento moral e de prática do Bem. Os parâmetros éticos da mediunidade
se sobrepõem aos aspectos técnicos, inclusive como garantia de controle do
fenômeno e de atração de bons Espíritos—ao contrário de certas correntes
espiritualistas que acentuam a frieza da técnica em detrimento do amor que deve
orientar a utilização dos dons psíquicos.
Se, conforme Herculano Pires, O Livro dos Espíritos é um manual de Educação
Integral, O Livro dos Médiuns é um manual de Educação mediúnica, que pela
primeira vez na história humana colocou balizas éticas e racionais para a
prática da mediunidade.
A EDUCAÇÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Dora Incontri
Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/ednilsom-comunicacao/a-educacao-espirita.html
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